terça-feira, 15 de setembro de 2009

S.O.S.

“Ill send an s.o.s to the world”
Sting & Police

Mandar uma “message in a bottle” com o fito de alertar o mundo para a atenção devida ao planeta azul não resultaria – poluiria ainda mais o ambiente e jamais teria a força e a eficácia de uma imagem televisiva ou internética.
Que fazer, então, para contrariar a tendência desastrosa do rumo anti-natural imposto à Terra?
Os meus argumentos não são maiores do que os de um ambientalista, de um activista ecológico, ou de um qualquer consciente cidadão do mundo - respeitador do condomínio global que habitamos e cumpridor das políticas de boa vizinhança -, eu sei. Mas sei também que compete a cada um dar o exemplo, pugnar por uma sociedade sustentável, sentir a responsabilidade pelo bem-estar actual do planeta e pela vida das gerações vindouras.
Pelos vistos a escolha é mesmo nossa – criar uma força à escala mundial para cuidar da Terra ou aventurarmo-nos na desresponsabilização, na apatia e na consequente destruição da humanidade e da diversidade da vida.
Se todas as garrafas que flutuam nas águas se transformassem em gritos suplicantes e desesperantes de ajuda, criar-se-ia uma onda global que ecoaria em todos os cantos do mundo e assustaria de morte as populações. Tornar-se-iam finalmente conscientes de todos os males!
Ao bom jeitinho português, o mundo só se vai lembrar de Santa Bárbara quando trovejar muito forte. Quando o homem agir, não será porque ousa fazê-lo, nem porque o faz por convicção ecológica e patriótica universal, mas porque tem medo dos males que correm veloz e irremediavelmente atrás de si. Infelizmente, será tarde demais.
Não podemos permitir que o “tarde demais” se instale. Evocando a Carta da Terra – uma declaração internacional de princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica, no século XXI – termino com um alerta: é preciso mudar a “mente e o coração”, é preciso “um novo começo”; é preciso encontrar um “novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal”.
Alinhar ao centro
Porque há utopias que se transformam em lugares,
Cecília Ferreira



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